Máscaras podem ser obstáculo para comunicação

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Como muitos já sabem, a máscara é uma das ferramentas mais eficazes no combate da propagação da COVID-19, especialmente para aquelas pessoas que precisam sair de casa. Porém, há uma questão que todos que já a utilizaram podem ter identificado, que é o problema na hora de se comunicar, tanto para quem fala como também para quem ouve.

Esses ruídos foi objeto de estudo dos especialistas e PHDs, Alexander Goldin e Barbara Weinstein. Os dados mostram que cada tipo de máscara médica funcionou como um filtro redutor, aumentando as altas frequências (2000-7000 Hz), ditas por quem usa máscaras simples por 03 a 04 dB ou perto de 12 dB, para quem utiliza as do tipo N95. A ausência de símbolos visuais também pode ser mais um obstáculo, principalmente para aquelas pessoas que já apresentam dificuldades auditivas.

Além disso, o ambiente também interfere na hora da comunicação, degradando ainda mais a qualidade da fala. Em locais como hospitais, onde há grande movimentação, esse debate é ainda mais importante. A maior parte dos pacientes que estão nas emergências e Unidades de Terapia Intensiva (UTI) é composta por idosos que, frequentemente, já possuem problemas na audição, não estão acompanhados de familiares e são frágeis. A comunicação com a equipe médica se torna ainda mais dificultosa, gerando problemas na compreensão do diagnóstico e tratamento da COVID-19. Uma das opções que estão sendo utilizadas para superar esse problema é a utilização de máscaras com material transparente, que protege o interlocutor e permite que pessoas com dificuldades ou que possuem deficiências auditivas possam fazer a leitura labial.